• Gonçalo Dias Martins

7 filmes da Disney subvalorizados

Atualizado: Set 10



Desde a sua fundação no outono de 1923 que a Disney nos tem presenteado, durante quase um século, com o melhor da cinematografia. Gerações viram as suas infâncias marcadas pelos clássicos intemporais que atribuíram à Disney o estatuto de empresa incontornável quando se fala da história da animação e do entretenimento.


É difícil referir um filme da Disney que não seja considerado uma verdadeira obra-prima, seja através de uma brilhante adaptação literária ou de uma criativa produção original. Porém, nem todas as suas produções tiveram a receção merecida.


Na sombra de êxitos como Rei Leão, Aladdin, Bela e o Monstro, entre outros, vivem pérolas do cinema infantil que pouco impacto tiveram, não fazendo jus à sua qualidade. Filmes que, para muitos, passaram despercebidos e não obtiveram o reconhecimento esperado de uma obra da Disney.


Deixo-vos com 7 dos filmes mais subvalorizados da Walt Disney Company.

(Esta lista não contempla filmes produzidos pelos estúdios Pixar.)


7. Kenai e Koda (Brother Bear) - 2003



Após o fenómeno de Rei Leão em 1994, a ideia de utilizar o reino animal como centro de uma grande produção ficou sempre a sobrevoar os estúdios da Disney. Durante anos vimos vários animais ganhar vida como personagens secundárias, mas tivemos de esperar quase 20 anos até recebermos um filme cujo enredo e diálogo se desenvolvem, em grande parte, com animais como peças centrais da história.


A história começa, porém, numa tribo de inuítes (índios esquimós), com uma ligação muito próxima à natureza e aos espíritos, onde três irmãos muito chegados vivem em comunidade. Quando o irmão mais velho morre num incidente causado por um confronto com um urso, o irmão mais novo, Kenai, procura vingança. Acaba por matar o urso, mas vê-se castigado pelos espíritos, que o transformam no animal cuja vida tinha acabado de tirar. Mais tarde encontra Koda, um urso criança que se perdeu da sua mãe e, juntos, tentam encontrar o caminho de regresso a casa, enquanto Kenai procura, em segredo, uma forma de retornar à sua forma humana.


Apesar de uma trama envolta em importantes lições morais sobre o amor, a tolerância, o respeito para com a natureza, entre outros valores, Brother Bear acabou por receber críticas mistas que o apontavam como um filme de animação mediano, sem grande brilhantismo. Foi, claro, comparado a Rei Leão e a À Procura de Nemo, o último saiu precisamente no mesmo ano, e arrecadou o prémio de melhor filme de animação para a Academy of Motion Picture Arts and Sciences, distinção para a qual Kenai e Koda foi nomeado vencido.


Para recordar fica uma história original com momentos de muita intensidade e outros de muita diversão, em contraste. Acompanhada de uma grande banda sonora produzida por Phil Collins, e a contribuição inédita de Tina Turner, que ofereceu o single "Great Spirits" para complementar a trilha. Uma produção que merecia muito mais reconhecimento.



6. A Espada Era a Lei (The Sword In The Stone) - 1963



A história de Rei Artur é, talvez, a lenda medieval mais escrutinada e representada de todos os tempos. Por séculos, a lenda navegou entre canções, poemas, contos... e, em 1938, o escritor britânico T. H. White deu mais uma vez vida ao rei mediático do folclore medieval, escrevendo o livro The Sword In The Stone, onde descreveu toda a educação e crescimento de Artur até à sua chegada ao trono.


Em 1963, a Disney viu na obra uma história desafiante para reproduzir em filme de animação e adaptou assim, uma vez mais, um clássico da literatura mundial, e uma lenda secular.


O filme seguiu, assim, o fio condutor do livro de T. H. White, focando na infância dura de Artur, ao lado do seu pai adotivo e do seu meio-irmão, que o desprezavam e dificultavam o seu treino como escudeiro. Com o aparecimento do feiticeiro Merlin (outra figura incontornável do folclore medieval), a vida de Artur mudaria por completo, e o filme, à semelhança do livro, acompanha a amizade entre o pequeno escudeiro e o feiticeiro.


Com a dificuldade técnica de reproduzir efeitos nos filmes de animação, A Espada Era a Lei tornou-se um projeto muito exigente, pois requeria magias, transformações, auras... fenómenos muito difíceis de executar à data. Para simplificar a produção, Walt Disney autorizou pela primeira vez a reciclagem de alguns elementos de outros filmes. Assim, fugindo ao olho mais desatento, imagens de Branca de Neve, Bambi, entre outros, foram adaptadas para a sua utilização em A Espada Era a Lei.


Alguns exemplos de células de animação adaptadas de Branca de Neve.(Fonte: Pinterest)

A falta de reconhecimento moderno deve-se, sobretudo, a dois fatores: a antiguidade do filme e a sobreexploração da história de Rei Artur, que teve inúmeras adaptações posteriores no cinema.


O filme à data foi um sucesso, e ficou marcado como o último produzido e visto por Walt Disney. Infelizmente, o pai da animação faleceria em 1966, três anos depois, e nunca chegaria a ver o resultado final do filme vindouro, O Livro da Selva.




5. Rato Basílio, o Grande Mestre dos Detectives (The Great Mouse Detective) - 1986



Antes de Ron Clements e John Musker ficarem famosos por dirigirem, em conjunto, a produção de A Pequena Sereia e de Aladdin, a dupla fez a sua estreia ao produzir Rato Basílio, inserida numa equipa de quatro grandes produtores.


Baseado nos livros infantis de Eve Titus, o Rato Basílio é mais uma fábula da Disney em cuja maioria das personagens são pequenos ratos, e o protagonista encarna a pele da célebre personagem de Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes.


O filme procurava responder à herança pesada do seu antecessor Taran e o Caldeirão Mágico (The Black Cauldron), que foi um fracasso, tanto a nível de receção do público como a nível financeiro. A Disney depositava todas as fichas na produção de Rato Basílio para salvar os seus cofres.


E assim aconteceu. O filme acabou por ser um sucesso quando lançado, e salvou mesmo os estúdios Disney de abrir falência, algo que, nos anos 80, poderia ter sido fatal para a empresa. A sua produção abriu ainda as portas para a era dourada da Disney, o chamado "renascimento" da companhia, que voltaria a direcionar o foco para a criação de histórias populares através de filmes musicais, invertendo a estratégia adotada nas últimas produções.


Porém, nos dias de hoje, não existe grande mediatismo em torno de Rato Basílio. É considerado um clássico de culto, não só pela sua história, mas também pela sua incontornável importância, que nos levou a podermos contemplar o presente risonho da Disney, que faz esquecer que no passado foi salva por um pequeno grande rato detetive.




4. Robin dos Bosques (Robin Hood) - 1973



Robin dos Bosques nascia com o fardo pesado de ser o primeiro filme sem qualquer contribuição de Walt Disney na sua produção, dado o falecimento do cineasta.

Wolfgang Reitherman seria o principal responsável pela obra, assim como já tinha tomado as rédeas do filme anterior, Os Aristogatos (The Aristocats).


O filme acompanha as peripécias do herói mítico Robin dos Bosques, figura conhecida do folclore europeu. Segundo a lenda, Robin era um ladrão que vivera durante o reinado de Ricardo I de Inglaterra, e que lutava contra a avareza do príncipe João, que subjugava o povo com o seu poder, na ausência do seu irmão, motivada pelas cruzadas.


Apesar da sua popularidade, o filme foi atacado pela crítica pelo excesso de reciclagem de imagens de outros filmes, o que abalou os produtores. A ausência do nome de Walt Disney nos créditos foi o álibi de que os media precisavam para poder criticar o que outrora consideraram perspicaz.


Porém, uma vaga de crítica positiva equilibrou a receção, e o público saboreou as aventuras do "príncipe dos ladrões", que roubava aos ricos para dar aos pobres. O filme é envolto em muitas cenas de humor, nomeadamente das artimanhas de Robin Hood e de João Pequeno, que enganavam constantemente o xerife de Nottingham, um dos braços direitos do príncipe João. Sem esquecer, claro, o romance proibido entre o nosso herói e a jovem da corte real, Marian.


E, assim, a obra da Disney ficou para a história como uma das adaptações mais emblemáticas da lenda de Robin Hood, pois o filme era a perfeita adaptação em animação para toda a família, não sendo violenta para as crianças, nem demasiado infantil para os adultos.




3. Os Robinsons (Meet the Robinsons) - 2007



A medalha de bronze vai para um filme que pouco é associado à Disney por parte do público. Foi apenas a segunda criação de animação computorizada em 3D (CGI) da Disney, que não teve envolvidos os estúdios Pixar. Após o grande sucesso de bilheteira Chicken Little, a Disney decidiu adaptar o livro infantil "A Day with Wilbur Robinson", do escritor norte-americano William Joyce.


No entanto, a personagem principal não seria Wilbur, mas sim um pequeno orfão chamado Lewis. Este era um miúdo muito inteligente e dotado para a ciência. Vivia atormentado por uma memória que tinha do dia em que foi abandonado, na qual se recorda de ser deixado pela mãe, mas não consegue lembrar-se do seu rosto.

Lewis, com apenas 12 anos, decide assim inventar uma máquina que permite ao utilizador visualizar as suas memórias em pormenor, e concorre a uma feira de ciência.


Na feira, Lewis é confrontado por um rapaz chamado Wilbur, alegadamente do futuro, que diz que um "Homem do Chapéu de Coco" pretende roubar a sua máquina e destruir o seu futuro. A criação de Lewis é entretanto sabotada e despoleta o caos na feira de ciência. Lewis, desconfiado de que Wilbur pode não ser do futuro, desafia-o a prová-lo, e fogem os dois para 2037, numa máquina do tempo. Já no destino, Lewis conhece os parentes de Wilbur, os Robinsons, uma família muito pouco ortodoxa, que o acolhe de tal forma que o faz sentir parte da mesma. Lewis conclui que pode utilizar a máquina do tempo para voltar ao dia em que foi abandonado e conhecer a sua mãe, mas Wilbur pretende, antes, parar os planos do "Homem do Chapéu de Coco".


Este não é mais um filme de animação de ficção cientifica, comparável a muitos outros conceitos futuristas. É uma história bem desenvolvida, com plot twists deveras inteligentes que enriquecem, e muito, o enredo, que foge assim ao padrão superficial dos filmes infantis. Além disso, é um filme muito apelativo visualmente, com muita cor, uma animação digital sólida, e uma artwork excecional.


Porém, como todos os filmes CGI 3D produzidos de forma independente pela Disney, que vivem à sombra das criações da Pixar, Os Robinsons tiveram um bom impacto inicial, mas acabaram por cair no esquecimento do público. Um filme que tinha muito potencial para deixar a sua marca, mas que não surtiu efeito, vendo até cancelada a sua sequela.




2. Atlântida: O Continente Perdido (Atlantis: The Lost Empire) - 2001



Desprezado pela crítica, desprezado pelo público, porém um filme de culto. O segundo lugar do pódio vai para um filme que dificilmente obteria qualquer tipo de mediatismo, logo pelo ano em que foi lançado.


No início do século XXI, houve um claro distanciamento do público do cinema tradicional. Os novos métodos tecnológicos surpreendiam no grande ecrã em todos os setores do ramo. Em 2001, a Pixar lançava Monstros e Companhia, um filme completamente incontornável da história da animação, que mostrava fortes desenvolvimentos desde a sua última criação, Toy Story 2. Do outro lado do mundo, no mesmo ano, era lançada A Viagem de Chihiro, a mais emblemática criação da famosa produtora Studio Ghibli, que se tornou o filme com maior sucesso da história do cinema japonês e, para muitos críticos, um dos melhores filmes de animação de sempre. A Dreamworks, a eterna rival da Disney, criava o seu maior blockbuster até hoje, o lendário ogre do pântano, Shrek. E, como se não bastasse, 2001 ainda ficaria marcado pelo nascimento cinematográfico das adaptações literárias de Harry Potter e Senhor dos Anéis, duas das sagas mais mediáticas de sempre. Foi um ano revolucionário, e Atlântida movia-se contra a maré.


Os produtores de Corcunda de Notre Damme almoçavam num restaurante mexicano quando surgiu a ideia de a equipa se juntar novamente para uma nova produção. Inspirados pela obra de Júlio Verne, Uma Viagem ao Centro da Terra, decidiram conceber um filme baseado na lenda da cidade perdida de Atlântida. Deram início a uma enorme pesquisa histórica, lendo livros e indo a museus, pois a ideia era, cronologicamente, o filme passar-se no início do século XX. Visitaram inclusive uns caminhos subterrâneos em New Mexico, a quase 250 metros de profundidade, que serviriam de modelo para o design de Atlântida.


O capricho de Atlântida passava pela sua realização. Os produtores queriam produzir o filme em 70 mm, uma bitola cinematográfica que a Disney não utilizava desde 1984, com o fracasso de Taran e o Caldeirão Mágico. Para além do mais, pretendiam exibi-lo em 2.35:1, wide-screen, inspirados pelo filme Salteadores da Arca Perdida, de 1981. Todos os elementos iam contra o progresso cinematográfico que se vivia, o que fez recuar os diretores da Disney. No entanto, após a demonstração de duas imagens do filme no formato padrão e no formato 2.35:1, os diretores viram-se convencidos pela comparação proposta pelos produtores.

Vista panorâmica de Atlântida editada no formato padrão (em cima), e no formato do filme (em baixo)

O conceito de uma Atlântida futurista, com tecnologia avançada: foi assim o ângulo dos produtores que deram vida a Milo Thatch. Milo era um jovem sonhador, muito crente na lenda de Atlântida, pois crescera a ouvir histórias sobre a cidade perdida, contadas pelo seu avô. Há muito que Milo tentava obter financiamento para uma expedição em busca de Atlântida, mas sem sucesso. Até que um dia foi descoberto por Preston Whitmore, um velho excêntrico milionário, velho amigo do avô de Milo, que ofereceu ao rapaz a expedição que tanto queria. Quando chega depara-se com uma Atlântida completamente inovadora e muito misteriosa.


O design da cidade é adaptado do estilo próprio do artista Mike Mignola, que participou diretamente na conceção artística do filme. Todas as paisagens e elementos tiveram como base as páginas dos seus livros de banda desenhada, o que atribuiu a Atlântida um desenho único. A misticidade de Atlântida prende-se ainda com a sua linguagem própria, concebida de propósito para o filme. Os produtores contrataram o especialista Marc Okrand, que criou de raiz a linguagem de Atlântida, à semelhança do que já tinha feito para a famosa saga Star Trek.


Porém, pelos motivos referidos acima, e também por alguma superficialidade no enredo, Atlântida teve uma receção muito modesta, tanto por parte do público, como por parte da crítica. Em sentido contrário, deixou o seu lugar na história por ter marcado a diferença, olhando para o passado, e não correndo abruptamente para o futuro. Num momento em que todas as setas do cinema apontavam para a frente, Atlântida recuou para nos presentear com um design único e uma realização irreverente.




1. O Planeta do Tesouro (Treasure Planet) - 2002



Uma verdadeira obra-prima incompreendida. A fusão perfeita entre a animação tradicional e a animação computorizada. O Planeta do Tesouro é, sem dúvida, das criações mais subvalorizadas da Disney e da história da animação. O filme combina, na sua história e na sua produção, o passado e o futuro, misturando conceitos e técnicas de uma forma que une gerações, e que abre portas a uma ligação entre tempos.


O enredo desenvolve-se numa realidade em que humanos e extra-terrestres vivem em comunidade. Os diferentes planetas e galáxias têm agora acessos transponíveis por uma via marítima espacial, em que navios transportam passageiros de um local para o outro do universo. Jim Hawkins vive sozinho com a sua mãe, após o seu pai os ter abandonado sem uma justificação conhecida. Esse acontecimento desperta em Jim uma rebeldia que lhe atrai problemas. Jim tem presentes, desde criança, várias histórias sobre piratas espaciais e tesouros perdidos, entre as quais a sua preferida: a lenda do planeta do tesouro, um planeta que guardava um gigantesco saque do infame pirata Capitão Flint.


Um dia, entra pela estalagem da mãe de Jim uma salamandra gravemente ferida, chamada Billy Bones, que, no leito da sua morte, dá a Jim uma pequena esfera dourada. A estalagem é, de seguida, invadida por piratas espaciais, que acabam por lhe pegar fogo. Jim e a sua mãe conseguem fugir com a ajuda de um amigo de família, o professor Doppler. Jim descobre que a esfera é um mapa que revela nada mais, nada menos que a localização do planeta do tesouro, a lenda que tanto marcou a infância do jovem rapaz. Assim, com a ajuda de Doppler, partem os dois num navio contratado, com toda uma tripulação peculiar, em busca do tão mítico planeta.


A ideia do filme surgiu em 1985, quando Ron Clements apresentou o conceito aos diretores da Disney, no mesmo dia em que John Musker apresentou A Pequena Sereia. Segundo o realizador, a direção da Disney não mostrou interesse, porque achava que, tecnicamente, o conceito era demasiado evoluído para a época, o que acabou por servir de trunfo para, anos mais tarde, o filme aproveitar a evolução tecnológica para uma melhor produção. Assim, em 2000, 350 funcionários começaram a trabalhar arduamente no projeto. No ano de lançamento, eram mais de mil os envolvidos. O grande desafio foi encaixar uma trama clássica numa realidade futurista. Muitas foram as inspirações, mas o produto final mostrou uma conceção homogénea, não forçada, e muito original.


O filme contém episódios completamente de encher o olho a nível visual, um rigor e um detalhe nos elementos computorizados que encaixam na perfeição nos desenhos tradicionais, igualmente bem concebidos, que atribuem personalidade e envergadura às personagens, e uma profundidade inigualável aos cenários. Foi uma obra cuja organização artística se fez notar, e todo o brio depositado resultou em pormenores que devem ser motivo de orgulho para os produtores. O Planeta do Tesouro conta ainda com uma banda sonora fascinante, com um acompanhamento de orquestra em vários momentos chave, e ainda dois êxitos absolutamente marcantes, compostos por John Rzeznik, vocalista da banda Goo Goo Dolls, .


A crítica inicial acabou por ser positiva. Nela foram elogiadas a imaginação e a originalidade dos produtores, assim como a ousadia de misturar técnicas e conceitos na conceção de uma história pura para todas as idades. Por outro lado, o filme acabou por ser uma deceção em termos de bilheteira, mesmo tendo sido o primeiro filme original da Disney a ser lançado nas salas de cinema comuns e no formato IMAX. O público não se entusiasmou com a aventura de Jim Hawkins, e O Planeta do Tesouro acabou por desvanecer, perdendo, assim, o direito a uma sequela, e nunca entrou nos quadros mais mediáticos da Disney.


Acaba por ser uma pena que uma produção tão irreverente tenha obtido uma receção tão pouco apreciativa, visto que o filme, na sua génese, merece todo o reconhecimento, como uma das grandes obras dos estúdios da Walt Disney Company.



Artigo corrigido por Mariana Coelho

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